sexta-feira, 19 de março de 2010

Regras



Cada um de nós carrega dentro de si algumas regras, ou mesmo um livro cheio delas. Aí depende do cliente.
Tem gente que tem regra pra dar “Bom dia” (eu, por exemplo), tem gente que tem regra pra pedir desculpas, tem gente que tem regra pra ter regra e ainda há aqueles que têm regra contra ter regras. Enfim, cada um de nós tem suas próprias leis.
Essa lei chame de 'consciência' se achar melhor, são os parâmetros, as ‘tintas’ pré-definidas com as quais pintamos nossa personalidade.

Uns são fechados, em tons escuros, como o cinza.
Outros são super-abertos, cheio de cores alegres.
E outros ainda são camaleões, que mudam de acordo com a circunstância (e o seu próprio humor, é claro).
E isso tudo que falei acima faz-nos quem somos. Definem nosso modo de agir. Desenham nosso ‘jeito’.
Porém, de vez em quando, é bom quebrar as regras.

Quem não já  (‘matou) uma aula chata por um bom papo com os amigos?
Quem não já ‘afanou’ (roubou) algumas frutas do quintal do vizinho?
Quem não já deu uma olhada na prova do colega naqueles  bem ‘carrascos’?
Enfim, todos nós já quebramos regras.

Não que isso seja louvável, mas fez e faz parte da formação de qualquer ser humano. E de certo modo, nenhum de nós se arrepende da maioria das traquinagens do passado.
De fato, parece ser prazeroso quebrar regras.
E o é, na verdade.

Porém, para que haja uma regra, certamente há uma conseqüência. E o ‘prazer’ desta, se houver, é do puni dor, não do punido (nós). Um bom exemplo é o pecado. Todo pecado é prazeroso, mas todo tem uma conseqüência, muito direta inclusive.

Não vamos aqui discordar sobre elas, pois isto nos custaria muito tempo. Atenhamos-nos às regras.
E no tocante a elas (as regras), já observamos aqui que, embora o peso de uma quebra de regras seja distinto entre roubar uma goiaba do vizinho e roubar o carro do vizinho, por exemplo, todas elas têm iminentes conseqüências negativas.
Porém, há um tipo de quebra de regras que é altamente positiva. É quando quebramos nossas próprias regras.
Estas tais regras não estão escritas em lugar nenhum. Elas, geralmente, delineiam nossa aversão ou predileção por determinado lugar, coisa, situação, tipo de pessoa, enfim, coisas simples.
Quer um exemplo?
Você já percebeu como nós, muitas vezes, ‘selecionamos’ as pessoas para quem falamos de Deus?
Você já percebeu como nós, muitas vezes, ‘escolhemos’ as pessoas para quem sorrimos?

Frankenstein

História de Frankenstein

Por ter sido criado em laboratório, Frankenstein não teve mãe. Isso lhe dava complexo, especialmente no dia das mães.
Nesse dia, voltou ao laboratório e pediu uma mãe biônica, quando a viu pronta,ficou tão encantado e a abraçou com tanto amor que a sufocou. Antes de morrer, a mãe disse ainda, num suspiro:

Como é doido...
Ser mãe...
De Frankenstein...